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E-sports e a presença feminina

Com gigantesco público e faturamento, os eSports ainda são representados massivamente por homens, mesmo com as mulheres representando 53,8% dos jogadores no país

As mulheres representam a maioria de jogadores no país, mas não dentro do cenário dos eSports
Fonte: https://www.flickr.com/photos/nodstrum/29447967578

Os videogames são uma paixão mundial há muitos anos, desde sua popularização nos anos 70 e 80. Desde então, os games tornaram-se uma forma comum de entretenimento e parte da cultura popular. Os jogos não são apenas diversão e entretenimento para crianças, mas também para jovens e adultos do mundo todo.

Os videogames são uma paixão mundial há muitos anos, desde sua popularização nos anos 70 e 80. Desde então, os games tornaram-se uma forma comum de entretenimento e parte da cultura popular. Os jogos não são apenas diversão e entretenimento para crianças, mas também para jovens e adultos do mundo todo.

De uns tempos para cá, o então hobby, passou a tomar espaço no cenário esportivo, muitas pessoas deixaram de lado a casualidade e começaram a levar a sério o lado competitivo. Muitos amantes de jogos já conseguem viver disso, desde criadores de jogos, coach de games até a criação de ligas e times.

Os eSports, como são chamados, possuem um gigantesco público e grande faturamento. Segundo o site da Forbes: “As empresas de eSport compram e vendem equipes o tempo todo, assim como jogadores, para competir nas melhores ligas e criar audiências no YouTube e no Twitch (…) Cloud9 é a empresa de eSports profissional mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 310 milhões”.

O Brasil possui um público fiel que consome esses conteúdos de campeonatos de esportes eletrônicos, e já é o terceiro país com mais espectadores. De acordo com o Global Esports Market Report, 43% dos brasileiros entre dez a vinte anos acompanham esses torneios.

Entretanto, a predominância masculina no cenário competitivo chama a atenção. Engana-se quem pensa que os homens são os principais consumidores de jogos eletrônicos, no Brasil, segundo dados divulgados pela 7ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), o público feminino aparece como maioria entre os brasileiros, representando 53,8% dos jogadores no país.

Perfil do público feminino nos E-sports
Fonte: Pesquisa Game Brasil (PGB)

De acordo com a pesquisa do PGB, 66,7% das mulheres têm o smartphone como sua plataforma favorita. A jogadora competitiva de games MOBA (Multiplayer Online Battle Arena, Arena de Batalha Multijogador Online) para celular, Andressa Castilho, faz parte dessa estatística. Ela, que faz parte de um time feminino de League of Legends Wild Rift, diz que ainda há muito preconceito com as mulheres nos games, mas segundo sua visão, isto está diminuindo aos poucos:

“O preconceito que a gente vai ver nessa cena, vai ser do tipo ‘não vou perder para uma guria, não vou perder para uma garota’ ou então ‘é uma menina, então o jogo vai ser fácil de ganhar’, coisas desse tipo (…) Hoje existem muitas streamers mulheres mostrando que estão aí para jogar também, tanto quanto homens”. Andressa enfatiza:

“Eu acho que cada vez mais a gente vai conseguindo nosso lugar no competitivo e na área geral de games, o mundo vai começar a ver que mulher também joga, que mulher também é gamer!”.

Em 2021 muitas mulheres ainda ainda deixam de abrir seus microfones em jogos competitivos online por medo de serem perseguidas e xingadas, elas se escondem por detrás de nicknames neutros ou masculinos para evitar comentários machistas. Em 2018 a ONG Wonder Women Tech criou a campanha My Game My Name, visando respeito e um mundo virtual em que as mulheres pudessem utilizar seus nomes nos games sem medo de serem perseguidas e julgadas.

Vídeo da campanha My Game My Name para mais igualdade nos games e nos eSports
Fonte: Youtube – ONG Wonder Women Tech

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